Publicado por: einfantiljaguaruana em: 11 11UTC janeiro 11UTC 2011
Quarenta anos, quarenta e cinco… Você sente, obscuramente, nos seus ossos, que o tempo passou mais depressa do que esperava. Não lhe incomoda envelhecer, é claro. A velhice tem suas alegrias, as suas compensações – todos dizem isso, embora você pessoalmente, ainda não tenha descoberto – mas acredita.
Todavia, também obscuramente, também sentida nos seus ossos, às vezes lhe dá aquela nostalgia da mocidade. Não de amores nem de paixões, a doçura da meia-idade não lhe exige essas efervescências. A saudade é de alguma coisa que você tinha e lhe fugiu sutilmente junto com a mocidade. Bracinhos de criança no seu pescoço. Choro de criança. O tumulto da presença infantil ao seu redor. Meu Deus, para onde foram as suas crianças? Naqueles adultos cheios de problemas, que hoje são seus filhos, que têm sogro e sogra, cônjuge, emprego, apartamento e prestações, você não encontra de modo algum as suas crianças perdidas. São homens e mulheres – não são mais aqueles que você recorda.
E então, um belo dia, sem que lhe fosse imposta nenhuma das agonias da gestação ou do parto, o doutor lhe põe nos braços um menino. Completamente grátis – nisso é que está a maravilha. Sem dores, sem choro, aquela criancinha da sua raça, da qual você morria de saudades, símbolo ou penhor da mocidade perdida. Pois aquela criancinha, longe de ser um estranho, é um menino que se lhe é “devolvido”. E o espantoso é que todos lhe reconhecem o seu direito sobre ele, ou pelo menos o seu direito de o amar com extravagância; ao contrário, causaria escândalo ou decepção, se você não o acolhesse imediatamente com todo aquele amor que há anos se acumulava, desdenhado, no seu coração.
Sim, tenho certeza de que a vida nos dá os netos para nos compensar de todas as mutilações trazidas pela velhice. São amores novos, profundos e felizes, que vêm ocupar aquele lugar vazio, nostálgico, deixado pelos arroubos juvenis.
Aliás, desconfio muito de que netos são melhores que namorados, pois que as violências da mocidade produzem mais lágrimas do que enlevos. Se o Doutor Fausto fosse avô, trocaria calmamente dez Margaridas por um neto…
No entanto, nem tudo são flores no caminho da avó. Há, acima de tudo, o entrave maior, a grande rival: a mãe. Não importa que ela, em si, seja sua filha. Não deixa por isso de ser a mãe do neto. Não importa que ela hipocritamente, ensine a criança a lhe dar beijos e a lhe chamar de “vovozinha” e lhe conte que de noite, às vezes, ele de repente acorda e pergunta por você. São lisonjas, nada mais. No fundo ela é rival mesmo. Rigorosamente, nas suas posições respectivas, a mãe e a avó representam, em relação ao neto, papéis muito semelhantes ao da esposa e da amante nos triângulos conjugais. A mãe tem todas as vantagens da domesticidade e da presença constante. Dorme com ele, dá-lhe banho, veste-o, embala-o de noite. Contra si tem a fadiga da rotina, a obrigação de educar e o ônus de castigar.
Já a avó não tem direitos legais, mas oferece a sedução do romance e do imprevisto. Mora em outra casa. Traz presentes. Faz coisas não programadas. Leva a passear e “não ralha nunca”. Deixa lambuzar de pirulito. Não tem a menor pretensão pedagógica. É a confidente das horas de ressentimento, o último recurso dos momentos de opressão, a secreta aliada das crises de rebeldia. Uma noite passada na sua casa é uma deliciosa fuga à rotina, tem todos os encantos de uma aventura. Lá não há linha divisória entre o proibido e o permitido, antes uma maravilhosa subversão da disciplina. Dormir sem lavar as mãos, recusar a sopa e comer croquetes, tomar café, mexer na louça, fazer trem com as cadeiras da sala, destruir revistas, derramar água no gato, acender e apagar a luz elétrica mil vezes se quiser – e até fingir que está discando o telefone. Riscar a parede com lápis dizendo que foi sem querer – e ser acreditado!
Fazer má-criação aos gritos e em vez de apanhar ir para os braços da avó, e lá escutar o debate sobre os perigos e os erros da educação moderna…
Sabe-se que no reino dos céus, o cristão defunto desfruta os mais requintados prazeres da alma. Porém não estarão muito acima da alegria de sair de mãos dadas com o seu neto, numa manhã de sol. E olha que aqui embaixo você tem o direito de sentir orgulho, que aos bem-aventurados será defeso. Meu Deus, o olhar das outras avós com seus filhotes magricelas ou obesos, a morrerem de inveja do seu maravilhoso neto!
E quando você vai embalar o neto e ele, tonto de sono, abre um olho, lhe reconhece, sorri e diz “Vó”, seu coração estala de felicidade, como pão ao forno.
E o misterioso entendimento que há entre avó e neto, na hora em que a mãe castiga, e ele olha para você, sabendo que, se você não ousa intervir abertamente, pelo menos lhe dá sua incondicional cumplicidade. Até as coisas negativas quando se intrometem entre avó e neto: o bibelô de estimação que se quebrou porque o menino – involuntariamente! – bateu com a bola nele. Está quebrado e remendado, mas enriquecido com preciosas recordações: os cacos na mãozinha, os olhos arregalados, o beicinho pronto para o choro; e depois o sorriso malandro e aliviado porque ninguém se zangou, o culpado foi a bola mesma, não foi vó? Era um simples boneco que custou caro. Hoje é relíquia: não tem dinheiro que pague.
Publicado por: einfantiljaguaruana em: 31 31UTC agosto 31UTC 2009
Sou professora há 28 anos e quando escolhi essa profissão, fiz por vocação. Muitas crianças, muitos jovens e adultos que tiveram a oportunidade de estudar comigo puderam perceber isso porque na sala de aula meus olhos brilhavam de uma forma diferente. Sempre tive a preocupação de construir com meus alunos uma base sólida e mesmo com meu jeito sério, autoritário e “tradicional”, conseguia atingir os objetivos a que me propunha. Acho que eu tinha uma coisa a meu favor: a paixão pela sala de aula. Infelizmente, tive que me afastar em 2003 por motivos alheios à minha vontade. Mas não me afastei da educação. Passei a trabalhar na coordenação de escolas e através desse trabalho pude fazer uma análise minuciosa, pois quando estamos fora é mais fácil entender o comportamento do professor, do aluno e de sua família e da escola. Ser professor nos dias atuais não é nada fácil. Encontramos na nossa profissão muitas dificuldades e estas são quase insuperáveis porque a escola não pode se responsabilizar sozinha pela aprendizagem e pela educação, se os pais não caminham junto conosco. Hoje o professor anda taciturno, não consegue a mesma autonomia e o mesmo respeito de alguns anos atrás. Sei que existem professores e educadores e que a diferença entre um e outro é gritante, mas sei também que falta muitas vezes o apoio da família e que, sem esse apoio, fica complicado obter o tão sonhado sucesso escolar que todo educador almeja. Mas o meu recado vai para aqueles educadores que querem construir uma história. Quero lembrá-los que para a escola chegar a um conceito de qualidade se faz necessário uma avaliação séria do nosso trabalho. As avaliações externas estão aí e comprovam que é necessário revisar conceitos, abrir nossas mentes para novas idéias, novas filosofias, buscar subsídios para acompanhar os seguimentos de uma nova sociedade. É preciso resgatar a nossa escola, o nosso trabalho, a nossa profissão, o nosso nome. Devemos propiciar condições de crescimento para o nosso aluno, conquistar a confiança de sua família e juntos lutarmos para que as centenas de alunos que vivem perdidos por aí com seus horizontes limitados voltem a encontrar na escola um sentido para as suas vidas. É difícil ? sim, mas não é impossível. Só precisamos nos conscientizarmos de que escolhemos essa profissão e seja por vocação ou falta de opção, temos uma missão a cumprir. Para conquistarmos o respeito e a confiança dos nossos alunos e de suas famílias e da sociedade, para conquistarmos a nossa autonomia é preciso compreendermos que a única maneira é através do amor, da entrega, do comprometimento com a causa que abraçamos. É necessário gostar do magistério, caso contrário, teremos no futuro um país com homens frustrados, incompetentes e pobres. Pobres de espírito, de conhecimento, de cultura e de valores. E nós não queremos isso.
Vimos através das últimas avaliações que houve uma significativa melhora no índice de desempenho de nossos alunos. Mas queremos mais e mais, afinal, essas avaliações como Spaece e Prova Brasil na realidade medem o nosso desempenho como profissional da educação. Portanto, mãos à obra. Como diz o saudoso Gonzaguinha: ” fé na vida, fé no homem, fé no que virá. Nós podemos tudo, nós podemos mais…” E que Deus nos abençoe.
Estenilda Oliveira
Publicado por: einfantiljaguaruana em: 14 14UTC agosto 14UTC 2009
Publicado por: einfantiljaguaruana em: 13 13UTC agosto 13UTC 2009
Nos dias 10 e 11 de agosto participei de mais um encontro de formadores da Educação Infantil, promovido pelo Programa Alfabetização na Idade Certa -PAIC. No referido encontro refletimos sobre o trabalho com projetos como uma forma de organizar a prática educativa e discutimos alternativas de organização dos espaços, de construção de ambientes adequados e estimulantes para a Educação Infantil. Assistimos palestras com Sinara Almeida, Fátima Sabóia e Amália Simonetti. Esta foi a 4ª formação oferecida pela SEDUC e será repassada aos professores da Educação Infantil de Jaguaruana no dia 21 de agosto no Pólo de Atendimento Raimunda Amélia da Silva, na COHAB.
Publicado por: einfantiljaguaruana em: 13 13UTC agosto 13UTC 2009






















O Núcleo de Educação Infantil Gerardo Correia Lima é referência na educação de crianças em Jaguaruana.Funciona em dois turnos e tem na Direção a professora Stela Maria e na Coordenação Pedagógica a professora Sandolene Silva. O Núcleo é mantido pela Secretaria Municipal de Educação e tem em seu quadro funcional uma equipe comprometida com a qualidade dos serviços prestados à comunidade como um todo.Essa Unidade Infantil gera excelentes resultados porque direciona seu trabalho no sentido de garantir uma aprendizagem eficaz e proporcionar às crianças seu desenvolvimento integral. O grupo gestor tem uma preocupação constante em integrar a família em suas atividades e para isso promove eventos, reuniões, palestras onde convida os pais das crianças a participarem.Eu, que acompanho essa unidade há três anos, posso garantir que o Núcleo Infantil Gerardo Correia Lima tem além de uma ótima estrutura física, a excelência em educação. Parabenizo ao grupo gestor,aos professores e auxiliares.
Estenilda Oliveira


Publicado por: einfantiljaguaruana em: 8 08UTC agosto 08UTC 2009
Reunir os professores da Educação Infantil, seja para a Formação, seja para o Planejamento é sempre motivo de alegria. Eles demonstram a cada dia o grande comprometimento e a enorme vontade de aprender mais e sempre. No encontro de hoje fiquei extremamente emocionada com a frequência e a participação efetiva nos trabalhos desenvolvidos. E é justamente por isso que torno público o meu agradecimento a esses profissionais que tanto estimo e para quem dedico com o maior prazer o meu tempo. Não só pela obrigação do cargo que ocupo na Secretaria de Educação, mas principalmente por saber que a minha dedicação é recompensada com a atenção, a confiança, o respeito e o carinho de vocês. Obrigada. Em breve nos encontraremos de novo.Estudem os textos e procurem aplicar na prática com as suas crianças o que aprenderam hoje. Escrevam sobre suas experiências sejam positivas ou não. E lembrem-se: Eu amo vocês. Um forte abraço.
Estenilda
Publicado por: einfantiljaguaruana em: 8 08UTC agosto 08UTC 2009













Publicado por: einfantiljaguaruana em: 18 18UTC julho 18UTC 2009
Publicado por: einfantiljaguaruana em: 18 18UTC julho 18UTC 2009
Publicado por: einfantiljaguaruana em: 18 18UTC julho 18UTC 2009